
Robert Taplin, Daniel Wolff Nove vistas de New Haven em Nova York
Sobre a exposição
O escultor Robert Taplin (n. 1950, EUA) e o poeta Daniel Wolff colaboraram em uma ideia maravilhosa e fantasiosa: E se existisse um homem que conhecesse uma mulher e tivesse um caso? E se o relacionamento não desse certo e o homem ficasse com o coração partido? E se o homem ficasse tão obcecado por esse relacionamento que transformasse cada um dos lugares onde se encontraram em um santuário?
“Foi aqui que tudo aconteceu.” O supermercado onde se conheceram. O ponto de ônibus onde ele juraria tê-la visto. A agência dos correios onde esperou e esperou por suas cartas, que nunca chegaram.
E se centenas de pessoas viessem de longe para ver esses santuários e percebessem a importância de algo tão impessoal quanto um ponto de ônibus — que é exatamente o que o homem queria?
Então ele decide compartilhar seus santuários com o mundo, levando-os para a cidade de Nova York e instalando-os na Union Square.
Estranho? Sim. Mas verdade. Os santuários são uma série de cabines de observação que se assemelham a caixas de serviços públicos ou outras estruturas industriais, com a diferença de possuírem uma pequena abertura e uma manivela. Um pedestre, ao girar a manivela, descobre uma parte da história de amor através da poesia e da escultura em movimento. Cada cabine de observação eterniza uma etapa do relacionamento e o local onde ocorreu. Juntas, as nove cabines completam a narrativa e, ao mesmo tempo, descrevem um "mapa" muito humano da cidade.
Nove Vistas de New Haven É uma exposição de um mês de duração composta por nove espectadores (ou peepshows) instalados em vários pontos de New Haven e agora também em Manhattan. Ao ver os nove espectadores, uma história emerge — em forma de poema e escultura — sobre um caso de amor. O fim da sequência transformou a cidade em um memorial — um símbolo desse caso. Daí o epigrama que acompanha o projeto: “dentro desta cidade, existe outra cidade”.


















